A caixa da foto é verde esmeralda. Não existe verde na cartela de pigmento da loja.
Ela não veio de um pigmento especial nem de outra marca. Veio de dois frascos que você provavelmente já tem em casa, misturados na proporção certa. E esse é o ponto que quase ninguém explora: a cartela é ponto de partida, não limite.
O que a cartela tem
O Pigmento Epóxi 240 ml tem dez cores: preto, branco, amarelo ocre, amarelo vivo, laranja, vermelho ferrari, vermelho óxido, azul, violeta e magenta.
Repare no que não está na lista: verde, turquesa, terracota, bege, cinza, roxo profundo, rosa antigo. São exatamente os tons que mais aparecem em pedido de peça sob encomenda.
Todos eles saem da mistura dos dez que existem.
Por que misturar é previsto, e não gambiarra
A própria orientação de uso do pigmento recomenda experimentar combinações para criar tonalidades personalizadas e efeitos de profundidade. Não é adaptação: os pigmentos foram formulados para conviver entre si dentro da mesma resina.
O que muda é a disciplina. Misturar cor sem método dá uma peça bonita que você nunca mais consegue repetir.
As misturas que resolvem a maioria dos pedidos
Verde esmeralda
Azul (EPX-5) como base, amarelo vivo (EPX-7) entrando uma gota por vez. O azul define a profundidade; o amarelo puxa para o verde. Vá devagar: o verde aparece rápido e não tem como voltar atrás.
Turquesa
Mesma dupla, invertendo a proporção e clareando com uma fração de branco (EPX-2). O branco é o que tira a transparência total e dá aquele aspecto de água rasa.
Terracota
Vermelho óxido (EPX-4) com uma fração de amarelo ocre (EPX-3). Os dois já são tons quentes e terrosos, então o resultado é estável e perdoa erro de dose.
Cinza e grafite
Preto (EPX-1) em dose muito baixa sobre branco (EPX-2). Uma gota de preto num copo com branco já muda tudo — comece por menos do que parece necessário.
Rosa antigo e vinho
Magenta (EPX-10) com uma fração de preto para escurecer, ou com branco para suavizar. O magenta é forte: ele domina qualquer mistura em que entre em dose cheia.
O método para conseguir repetir
Cor misturada só serve para quem vende se der para repetir. O método é simples e não tem atalho:
- Trabalhe por peso, não por olho. Pese a resina do teste. Anote as gotas de cada pigmento.
- Faça a amostra pequena antes. 50 g de resina, cure, avalie no dia seguinte.
- Registre a receita. "100 g de resina + 3 gotas azul + 1 gota amarelo vivo" é uma receita. "Bastante azul e um tiquinho de amarelo" não é.
- Misture tudo de uma vez. Se a peça leva duas camadas da mesma cor, prepare a cor toda de uma vez e separe, em vez de misturar duas vezes.
A ordem continua sendo a mesma
Misture os pigmentos entre si dentro do Componente A, antes de entrar com o endurecedor. Homogeneíze até a cor fechar. Só depois adicione o Componente B na proporção 2:1 e misture de novo, devagar.
Catalisar antes de fechar a cor deixa você sem tempo de ajuste: o tempo de trabalho da resina é de cerca de 40 minutos, e você não quer gastá-lo decidindo o tom. Sobre a proporção, vale ler proporção 2:1: o que acontece quando você erra a mistura.
O que a foto não conta
O dourado suspenso dentro daquela caixa é folha metálica, aplicada entre as camadas — não é pigmento. Se você quer esse brilho sem trabalhar com folha, o caminho é o pigmento metalizado, que fica suspenso na própria resina e produz um efeito parecido com muito menos dificuldade de aplicação.
Os tons dourados estão na pigmentos metalizados, e a dosagem certa está em pigmento metalizado: como dosar.
Comece pelo que você já tem
Se você tem azul, amarelo vivo, branco e preto, já consegue chegar na maior parte dos tons que um cliente pede. A linha completa de pigmentos está no site, e o panorama das três famílias está em qual pigmento usar em cada efeito.






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